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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MÉTODOS DE GRAVAÇÃO




A gravação Convencional com Papel Pigmento
Os métodos de gravação foram evoluindo conforme as descobertas da fotografia também o foram. O princípío mais antigo era o da gelatina bicromatada e que era muito comum até a década de 1980. Consistia em uma fina gelatina orgânica aplicada na superfície de um papel. Então esse papel com a gelatina seca era imerso em um banho de Bicromato de Potássio. Assim, a gelatina se tornava sensível à comprimentos de luz ultra violeta. Então se copiava uma retícula de ponto quadrado, redondo ou almofada (estrela). Seguia-se então uma segunda cópia com uma ima gem fotográfica no filme de tom contínuo positivo. A gelatina endurecia mais nas áreas claras e menos nas áreas escuras. O processo passava-se ao transporte dessa fina camada de gelatina copiada para a superfície do cilindro de cobre por meio de pressão e água. Em seguida ocorria a remoção e revelação (remoção da gelatina que não foi totalmente encurecida pela luz) utilizando-se de vários banhos de água fria e quente. Finalmente pinta-se as grandes áreas de não grafismo e grava-se o cilindro com banho de Percloreto de Ferro ou Cloreto férrico. Esse era um processo longo e delicado, porém conferia ao produto impresso uma excepcional qualidade visto que parecia verdadeiramente uma foto impressa com riqueza de detalhes. O processo de endurecimento da gelatina maior ou menor fazia com que o Cloreto Férrico atravesse mais ou menos e gravasse mais ou menos a superfície do cobre. Assim, a gravação tinha profundidades diferentes ao passo que a abertura ou largura dos alvéolos permaneciam os mesmos. Esse processo foi chamdo de Gravação Convencional com papel pigmento.
Eram utilizadas retículas muito finas acima de 100 linhas por centímetro. Durante muitos anos esse foi o processo dominante para gravação. A desvantagem desse processo eram os longos tempos de processamento, o custo da gelatina que era produzida por poucas empresas e a falta de repetibilidade, pois os processo dependia muito da especialidade dos operadores especialmente no processo da gravação química fazendo disso uma verdadeira arte e bastante manual apesar das inovações técnica de tanques e controle de processos. 

Gravação Autotípica
O sistema Autotípico foi outro sistema que veio viabilizar a gravação por volta da década de 1950, pois partia do uso de uma camada de "verniz" ou resina igualmente sensível à luz ou também chamada de camada "photoresist" e que era espalhada por uma pistola de ar ou um anel de plástico que revestia a superfício do cilindro de cobre. A camada secava rapidamente e processava-se a cópia com filmes reticulados positivos. Esse método muito mais simples e rápido passou a dominar a maneira de gravar cilindros, porém apenas na indústria de embalagens. Porém, a definição de imagem perdia muito muito visto que já partia de um filme reticulado e não de um tom contínuo. Além disso, devido à aplicação da camada era possível fazer impressões de chados sem emenda (seamless) algom muito difícil em gravação convencional. Já nas empresas de editoria, devido ao largo formato de cilindros com mais de dois metros, o processo convencional continuou até surgir a gravação eletromecânica.

A Volta da gravação química
Devido à necessidade de caracteres com alta definição, a indústria japonesa voltou-se para a gravação química. Pode parecer um retrocesso, mas não é. Há uma combinação interessante do digital com o processo químico. Funciona assim: O cilindro de cobre é recoberto com uma camada fotossensível. Daí, o cilindro vai para um equipamento de cópia digital que irá “copiar” a imagem, quer dizer, endurecer as áreas de não-imagem ou contra-grafismo bem como definir as retículas da área de grafismo (imagem) que ficarão sujeitas à ação do revelador na próxima etapa. O próximo passo é a revelação ou remoção das áreas de grafismos que não foram endurecidas usando-se para isso um solvente. O cilindro vai então para a gravação química a base de Percloreto de Ferro (FeCl3) que atacará o cobre formando assim as células ou alvéolos. Depois de lavado a última etapa é a aplicação de uma camada de 4 a 6 micras de cromo duro e então estará pronto para a impressão.

Gravação Eletromecânica e à Laser

A gravação eletromecânica foi inventada em 1961 pela empresa alemã Hell e não demorou até tornar-se popular. Empresas de embalagens e editoras logo passaram a utilizar. Mas as editoras perceberam uma vantagem na rapidez visto que os periódicos obviamente precisavam de muita rapidez e era uma corrida contra o tempo. Desenvolvolveu-se para as empresas de editoria especialmente, um produto chamada Opaline que carregava a imagem reticulada mas que o cabeçote de leitura da gravadora que era preparado para ler tons contínuos, era desfocado para que a máquina "lesse" as áreas de mínima, médias e máximas como se fosse um tom contínuo e enviasse essa informação para uma central que transformava esse impulso ópitico/elétrico em vibração de um pequeno diamante instalado num cabeçote e que fazia os alvéolos na superfície do cilindro de cobre a uma incrível velocidade de cerca de 3.500 impulsos ou alvéolos por segundo!
 Com o aparecimento dos computadores gráficos na década de 1990, a gravação eletromecânica abandonou os filmes, opalines e tons-contínuos para trabalhar com imagens digitais e tornou-se o processo de gravação dominte no mundo, tanto em embalagens quanto em editoria.
A empresa alemã Hell não parou de pesquisar novos meios de gravação e tentou a gravação por feixes de elétrons (Eletron Beam) e também à laser. Dezenas de tentativas com esses dois meios foram frustadas, mas finalmente a empresa lançou em 1995 a LaserStar, sua gravadora à laser. Muito mais rápida o laser não gravava o cobre e sim uma superfície de zinco que reflete menos os raios de luz gerados pelo laser e que eram o grande impecílio ao desenvolvimento dessa tecnologia. A gravação à laser prosperou no mercado editorial visto que a gravação pode chegar a 120.000 alvéolos por segundo. Isso é um importante diferencial visto que os cilidros são muito largos e demoram muito na gravação eletromecânica. Dessa forma o custo/benefício desse equipamento caro compensa em editoria, mas não na maioria das empresas de embalagens.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Prazo para inscrições: Ilha Design promove três dias voltado para o design social

Acontece entre os dias 25 e 27 de outubro o Ilha Design – um projeto voluntário desenvolvido por alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que pretende utilizar design e arte como instrumentos de inclusão cultural e social.

O projeto está sendo desenvolvido na Escola Municipal Brigadeiro Nóbrega, na Vila do Abrãao, em Ilha Grande, no Rio. Durante os três dias, no local, oficinas e espaços abertos vão debater e trocar conhecimentos acerca do Design Universal, ou Design Total, que é o design para todos, o design que inclui – enfoque para produtos, serviços e ambientes que possam ser utilizados pelo maior número de pessoas possível – diretamente relacionado ao conceito de sociedade inclusiva.

As inscrições para participantes estão abertas até o dia 24 de setembro, em duas modalidades (espaços abertos e oficinas), e podem ser feitas no site do projeto, onde há informações completas. Saiba mais em www.ilhadesign.com.br.

Fonte:http://www.designbrasil.org.br/agenda/eventos/prazo-para-inscricoes-ilha-design-promove-tres-dias-voltado-para-o-design-social

A evolução gráfica num livro único


Da relação dos despachos publicados na Corte no dia 13 de maio de 1808, primeira obra impressa no Brasil, ao primeiro número da revista O Cruzeiro, publicado em 15 de dezembro de 1928, passando pelo cardápio do célebre baile da Ilha Fiscal, a extensa pesquisa iconográfica desenvolvida por Rafael Cardoso, organizador do livro O Impresso no Brasil, 1808-1930: Destaques da História Gráfica no Acervo da Biblioteca Nacional (Editora Verso Brasil, 180 páginas, R$ 90), resultou num sedutor volume que reúne nada menos que 350 ilustrações raras. Garimpadas num acervo público, o da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, muitas delas são desconhecidas ou nunca foram reproduzidas.

Mais do que um curioso livro para nostálgicos, o livro organizado por Cardoso mostra a evolução não só da linguagem gráfica como acompanha o nascimento da modernidade entre nós, revelando, por exemplo, como a configuração visual dos grandes jornais, entre eles o Estado, mudou nas primeiras décadas do século 20 em função das exigências do público, acelerando, inclusive, o desenvolvimento da linguagem publicitária nos periódicos, assunto ainda pouco estudado.

Artistas que depois ficariam famosos, como Bordallo Pinheiro e Di Cavalcanti, começaram suas carreiras como criadores gráficos de anúncios publicitários. Peça pouco conhecida do último, o anúncio que Di Cavalcanti fez para a pasta de dentes Odol, em 1928, já prenuncia o futuro do desenhista (melhor até que pintor) que se tornaria um dos principais modernistas brasileiros. Em tempo: o anúncio foi produzido para a revista O Cruzeiro, um marco na imprensa, que acompanhou quatro gerações de brasileiros.

No entanto, “o livro é sobre a história dos impressos, e não somente da imprensa”, alerta o organizador Rafael Cardoso, embora a distinção, como reconhece, possa parecer artificial. Referindo-se a estudos sérios já publicados sobre o assunto no Brasil – entre os quais se destacam os quatro volumes da História da Caricatura no Brasil de Herman Lima e a História da Imprensa no Brasil, de Nelson Werneck Sodré -, Rafael Cardoso diz ser revelador o fato de esses estudos terem surgido no exato momento em que a imprensa “se viu acuada pela ameaça da censura e sua concretização na ditadura de 1964 a 1985″. Por coincidência, seu livro Impresso no Brasil é publicado justamente quando o jornal Estado completa 102 dias sob censura.

Um periódico desrespeitado é uma história que deixa de ser contada, prejudicando toda a comunidade. De certo modo, o livro conta como a censura no fim do século 19, de modo semelhante, tentou ser mais real que a realidade ao destinar ao limbo revistas lidas às escondidas como O Rio Nu. Fundada em 1898 e bastante crítica quando o assunto era a hipocrisia de respeitáveis burgueses frequentadores de bordéis, o periódico semanal, num lance de ousadia, estampa na capa (isso em 1903) uma mulher nua ao lado de um sonolento dândi, que desliza num sofá para lá de suspeito.

O século 20, escreve Cardoso, chegou fazendo barulho e o pesquisador conseguiu preciosos exemplos da modernidade gráfica e comportamental, como a capa de outro semanário, A Maçã, publicado em 1923 (um ano depois da Semana de Arte Moderna). Nele, uma domadora de circo, com chicote e figurino sadomasoquista, tenta fazer com que um urso obedeça ao seu comando (veja ilustração ao lado). Como a década de 1920 marcou a consolidação do mercado de revistas no Brasil, um capítulo é dedicado a publicações que faziam enorme sucesso junto aos leitores, como a revista semanal Para Todos, da qual se reproduz nesta página a capa de uma edição de1927.

O estudo de Cardoso termina justamente com as revistas pioneiras que integram imagens fotográficas à estrutura de suas páginas, entre elas a Para Todos, que fazia uso (já em 1926) de uma diagramação pouco convencional e colorizava fotomontagens. Como se vê, a edição em fotoshop não surgiu com o computador. Muitos corpos de beldades já foram corrigidos antes dele. D

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091110/not_imp463732,0.php

Antonio Gonçalves Filho

Fonte:http://www.brasilcultura.com.br/cultura/a-evolucao-grafica-num-livro-unico/