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domingo, 9 de outubro de 2011

Como diagramar uma revista? – parte 1

A parte prática

Como usar o InDesign? Como usar o Illustrator? Photoshop? Corel Draw? InkScape? Olha, vou ser franco: não vou ensinar isto. A parte prática é feita apenas no final do processo, e cada designer tem seu software de escolha. Aqui vou ensinar o mais importante: a teoria. Entenda que a teoria é a parte mais importante de todo o processo. Não adianta você querer abrir o InDesign e criar uma revista super legal se você não sabe como será a funcionalidade dele.

Antes de começar

Pode tratar de fechar seu software. Desligue seu computador. Não tente começar a diagramar antes de fazer todo o processo que antecede a criação no software. Como tudo no mundo do design, o processo é feito 90% fora do computador. Só a finalização que deve ser feita nele.

Escolha o tema

Ok, com isto feito, está na hora de pensar. Sobre o que vai ser sua revista? Qual o tema dela? Esse é o primeiro passo e o mais importante. Toda revista tem um tema principal – a Super Interessante trabalha com o tema de “conhecimento”. A Revista Caras é sobre notícias de celebridades. A Veja, notícias gerais. A Playboy…bom, você deve saber.
O tema deverá ser algo que você – ou as pessoas que vão escrever nela – domine. Eu nunca escreveria sobre design de moda pois é algo que não entendo nada. Mesmo se você não vá escrever na revista, apenas diagramar, procure saber sobre o assunto. Leia outras publicações a respeito, visite sites que tratam sobre ele, etc.
Com o tema definido, próximo passo:

Defina o público-alvo

Quem vai ler sua revista? Não me venha com a resposta “todo mundo”, pois cada revista tem um público-alvo por mais abrangente que possa ser. Quem lê a Super Interessante, por exemplo, é um público que está sempre buscando aprender mais sobre qualquer coisa. Mesmo se alguém lê a Super e a Caras, saiba que o público-alvo de cada uma das publicações é diferente (quem lê ambos é considerado uma exceção). A Veja é uma revista que procura tratar de qualquer notícia da atualidade, seja nas áreas de economia, política ou esportes. É um público-alvo abrangente, porém é diferente da revista Carta Capital – que pode até ter muitos assuntos em comum com a Veja – pois a Carta Capital é uma publicação de esquerda.
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Conheça seu público-alvo
O que faz seu público-alvo? Qual a média salarial dele? Leitores da revista Tititi – uma publicação que acompanha as novelas brasileiras – são consideravelmente diferentes dos leitores da revista IstoÉ Dinheiro especialmente no quesito média salarial, pois os leitores da Tititi são (em grande maioria) pessoas que trabalham em casa ou em locais de renda média. Já os leitores da IstoÉ Dinheiro são pessoas que trabalham com bolsa de valores, finanças e negócios – considerados trabalhos de renda maior.
Qual o nível de ensino do seu público? Uma revista de direito tem uma linguagem diferente de uma de engenharia, que por sua vez tem uma linguagem diferente de uma revista noveleira.
Anote tudo isto em uma papel. Conheça bem seu público. Se você não faz parte deste público, pesquise sobre eles. Conheça pessoas que são os potenciais leitores de sua revista. Entenda o que eles fazem. Procure descobrir as nuanças do grupo – o que difere eles do resto da população.

Conheça seus concorrentes

A não ser que você esteja fazendo uma revista sobre plantação de grama ou algum tema absurdo, as chances de você ter um concorrente são grandes. A Playboy, por exemplo, tem como concorrente a VIP.
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Você nem nasceu e já tem concorrentes
Como que seu concorrente aborda o assunto? Como que é a revista? Eles usam mais imagens do que texto? O que eles oferecem em termos de conteúdo? O que faz o seu público-alvo ler a revista deles? Quem anuncia naquela revista?
Faça uma lista com todos os pontos fortes e fracos do seu concorrente. Vale de tudo: até tiragem, disposição nas bancas, vendas online, quantidade de assinantes, qualidade de conteúdo, etc. E cuidado se você achar que seu concorrente não tem pontos fracos, ou que ele não tem pontos fortes – todos tem isto!
Com essa lista em mãos, está na hora de pensar. Pense: como que posso fazer os pontos fortes do meu concorrente ficarem mais fortes, só que pra mim? Como que posso usar os pontos fracos do meu concorrente a meu favor? Anote tudo (você deveria estar anotando tudo desde o início já). Filtre suas idéias em “viável” e “inviável”. Por exemplo, você pode fornecer desconto aos primeiros 1.000 assinantes mas fornecer algum brinde a eles no ato da assinatura vai fazer seu custo ficar lá em cima, eventualmente inviabilizando a idéia.
Agora que você já conhece bem seus concorrentes e conhece bem a si mesmo, está na hora de começar a esboçar a revista propriamente dita. Mas isto, só no próximo artigo ;)

Fonte:http://design.blog.br/design-grafico/como-diagramar-uma-revista-parte-1

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dicas


Técnicas de Impressão Touch (Curious)

Impressão Desktop: A superfície touch não é compatível com impressões á laser ou jato de tinta.

Impressão: O acabamento soft pode se impresso em Off-set desde que se observe as recomendações à seguir, assim como pode ser impresso em técnicas como relevo-seco, serigrafia e hot-stamping. Áreas com maior cobertura de tinta podem comprometer o efeito soft da superfície do papel.

Impressão Off- set: Para obter melhores resultados recomendamos imprimir a superfície soft com tintas UV. Pode-se utilizar tintas de secagem 100% por oxidação no lado do papel que não tem a superfície soft, porém tome os seguintes cuidados: use pó anti-decalque de pelo menos 35 microns; faça pilhas pequenas e utilize o processo UCR (under-colour removal) para áreas muito escuras, sempre com tintas UV.

Lineatura: Lineatura de 133 a 150 lpi é recomendável para imprimir a superfície soft. Porém lineaturas mais finas podem ser utilizadas com um controle rigoroso da densidade da tinta, incluindo o possível uso do processo UCR (under-colour removal). Retícula estocástica também pode ser usada.

Relevo Seco: A superfície soft é totalmente adequada ao relevo-seco. Canaletas de bordas arredondadas podem evitar quebras no relevo.

Hot-Stamping: Curious Touch soft pode ser impresso com hot-stamping, porém devido à sua superfície única a área impressa pode ficar com efeito fosco. Assegure-se com um teste de estar utilizando uma fita de hot-stamping compatível com o papel.

Serigrafia: Impressão serigráfica UV obtém ótimos resultados assim como tintas convencionais com secagem em estufa.

Verniz: É possível aplicar verniz na superficie soft, porém isso elimina o toque especial do papel. Aplicar o verniz na serigrafia é a única forma de obter bons resultados.

Aplique verniz fosco para selar a superfície do papel e posteriormente o verniz com brilho. Pode ser necessária mais de uma aplicação do verniz com brilho e mesmo assim recomendamos um teste prévio.

Laminação: Laminar o lado do papel com a cobertura soft obviamente elimina seu efeito, porém o lado não tratado pode ser facilmente laminado.

Dobra e Vinco: Para garantir bons resultados recomendamos vincar o produto antes de dobrar, principalmente para o 300g/m2.

Manuseio de envelopes: Recomenda-se fechar e postar manualmente envelopes feitos com a superfície soft. 

Fonte:http://papeisespeciais.com.br/?ideia=dicas&id=61