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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Como diagramar uma revista? – parte 3

Antes de começar a esboçar sua revista, preste atenção em mais alguns detalhes. Sim, sei que até agora a única coisa que fizemos foi de olhar, analisar e fazer anotações. Mas design é isto. Como falei no início: se você achou que eu iria mostrar como abrir um software e diagramar algo sem propósito, estava redondamente enganado.

Detalhes menores

Até agora olhamos a revista em um ângulo mais aberto. Vamos focar em pequenos detalhes de uma revista.

A borda

Como diagramar uma revista
Em algumas revistas, e em algumas páginas específicas você vai encontrar um artigo ou outro com uma borda na página inteira. Esta borda quase sempre está em volta de um artigo opinativo de um colunista específico. A borda indica que, o texto nela contido, não necessariamente expressa a opinião da revista. Ou seja, a opinião expressada é somente a do autor. Muito usado na “Carta aos Leitores”, escrita pelo editor, que pode não representar o que a revista ou os donos dela pensam.
Se for ter uma coluna de opinião pessoal, lembre-se de conter ela em uma borda para que fique visível o fato dela “não pertencer” (pelo menos não necessariamente) a ideologia da revista.

Rodapé

Como diagramar uma revista
O rodapé nas revistas pode ser diferenciado, mas sempre possui três ítens distintos: O número da página, a data da revista (ou edição) e o nome dela. Em qual ordem e como exatamente é mostrado varia, mas estão sempre lá. Outra coisa importante do rodapé é o posicionamento: sempre no canto inferior externo. Ou seja, na página da esquerda, fica no canto inferior esquerdo e na página da direita, no canto inferior direito. Isto facilita a procura por páginas específicas. Lembre-se também de sempre colocar na exata mesma posição em todas as páginas.

Final de um artigo

Alguns artigos ocupam mais de uma página. Como que o leitor vai saber que o artigo termina naquele parágrafo e que a próxima página é dedicada a um outro? Para isto, existem os símbolos de final de artigo. Não é nenhum mistério: os símbolos de final de artigo são para representar o final do artigo. Cada revista tem a sua específica:

Como diagramar uma revista?
Veja, Info e Super Interessante respectivamente

Identidade visual

A identidade visual de cada revista é composta de família, tamanho, cor e espaçamento da fonte. Também inclui as cores “institucionais”, nomes das seções e todos os ítens que compõe o visual da revista. A identidade visual é criada para ser seguida à risca. Serve para manter uma harmonia entre os artigos além de facilmente identificar qual revista que é, sem a necessidade de ter que ver o rodapé ou a capa.

Diagramação
Edições diferentes, mas é possível notar que é a mesma revista

Hora de colocar a mão na massa

Ufa, parece que cobri tudo de importante. Então, tá na hora de colocar a mão na massa.

O nome

Até agora, você deve ter um documento com tudo explicado sobre sua revista: o tema, o público, o diferencial, os concorrentes, etc. Está na hora de criar um nome. Esta parte é com você. Escolha algo que seja fácil de ser lembrado e falado.
Após criado o nome, você vai precisar se concentrar em uma identidade visual. Aí que o bicho pega. Lembre-se de focar no fato de que você está criando uma revista. O logotipo deve ser de fácil leitura e deve ser possível de diminuir ela a um tamanho muito pequeno.
Não vou ensinar o passo-a-passo de criar um manual de identidade visual: se você ainda não sabe fazer isto, sugiro que vá aprender primeiro. O manual é o básico que todo designer gráfico deve saber. Lembre-se de incluir as cores no qual o logo poderá ser impresso, o fundo que ele pode ter, tamanho e disposição dele, etc.
É importante notar que, ao contrário de um logotipo qualquer, o da revista precisa ser muito mais volátil. Muitas vezes o logo vai ficar sobre um fundo muito colorido, outras vezes vai ficar um pouco escondido por um título. Tente fazer algo o mais abrangente possível para que ele caiba em todas as situações.

Veja
Note como o logotipo aparece bem em um fundo colorido e fundo neutro

Exercício de hoje

Desenvolva seu manual de identidade visual do logotipo. Não se preocupe com o restante do layout ainda. Isto veremos no próximo artigo. Lembre-se sempre de comparar aos seus concorrentes e analisar como eles fizeram. Isto lhe dará uma boa idéia do que é bom e o que é ruim.

Fonte:http://design.blog.br/design-grafico/como-diagramar-uma-revista-%E2%80%93-parte-3

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dicas


Técnicas de Impressão Touch (Curious)

Impressão Desktop: A superfície touch não é compatível com impressões á laser ou jato de tinta.

Impressão: O acabamento soft pode se impresso em Off-set desde que se observe as recomendações à seguir, assim como pode ser impresso em técnicas como relevo-seco, serigrafia e hot-stamping. Áreas com maior cobertura de tinta podem comprometer o efeito soft da superfície do papel.

Impressão Off- set: Para obter melhores resultados recomendamos imprimir a superfície soft com tintas UV. Pode-se utilizar tintas de secagem 100% por oxidação no lado do papel que não tem a superfície soft, porém tome os seguintes cuidados: use pó anti-decalque de pelo menos 35 microns; faça pilhas pequenas e utilize o processo UCR (under-colour removal) para áreas muito escuras, sempre com tintas UV.

Lineatura: Lineatura de 133 a 150 lpi é recomendável para imprimir a superfície soft. Porém lineaturas mais finas podem ser utilizadas com um controle rigoroso da densidade da tinta, incluindo o possível uso do processo UCR (under-colour removal). Retícula estocástica também pode ser usada.

Relevo Seco: A superfície soft é totalmente adequada ao relevo-seco. Canaletas de bordas arredondadas podem evitar quebras no relevo.

Hot-Stamping: Curious Touch soft pode ser impresso com hot-stamping, porém devido à sua superfície única a área impressa pode ficar com efeito fosco. Assegure-se com um teste de estar utilizando uma fita de hot-stamping compatível com o papel.

Serigrafia: Impressão serigráfica UV obtém ótimos resultados assim como tintas convencionais com secagem em estufa.

Verniz: É possível aplicar verniz na superficie soft, porém isso elimina o toque especial do papel. Aplicar o verniz na serigrafia é a única forma de obter bons resultados.

Aplique verniz fosco para selar a superfície do papel e posteriormente o verniz com brilho. Pode ser necessária mais de uma aplicação do verniz com brilho e mesmo assim recomendamos um teste prévio.

Laminação: Laminar o lado do papel com a cobertura soft obviamente elimina seu efeito, porém o lado não tratado pode ser facilmente laminado.

Dobra e Vinco: Para garantir bons resultados recomendamos vincar o produto antes de dobrar, principalmente para o 300g/m2.

Manuseio de envelopes: Recomenda-se fechar e postar manualmente envelopes feitos com a superfície soft. 

Fonte:http://papeisespeciais.com.br/?ideia=dicas&id=61

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Origem da Rotogravura

A origem da rotogravura começou com os criativos artistas da Renascença italiana nos anos 1300. Belas gravuras e entalhes foram feitas à mão em placas de cobre mole. A imagem gravada na superfície era constituída de canais ou áreas mais ou menos profundas. A palavra italiana intaglio (pronuncia-se in-ta-lio) significa "gravado ou cortado em sulcos". Intaglio refere-se a um método de gravação e impressão cuja imagem transportada consiste de linhas ou pontos gravados ou produzidos abaixo da superfície da placa de metal. Uma vez a placa pronta, passa-se tinta na superfície da placa, em seguida remove-se o excesso de tinta da superfície e fica somente tinta dentro da área gravada em baixo relevo. Daí, coloca-se um papel na superfície e pressiona-se o pepel para remover a tinta de dentro da gravação. Assim, a impressão está pronta!

O primeiro intaglio foi utilizado para a impressão na Alemanha em 1446 no mesmo período que Gutenberg desenvolveu e utilizou os tipos móveis. Infelizmente, o processo intaglio não era compatível com impressão tipográfica de Gutenberg (em alto relevo), de modo que não foi aprovada no início das impressoras e continuou a ser um processo manual por muitos anos.

A moderna impressora de rotogravura resultou da invenção da fotografia e da adopção de cilindros de impressão rotativa. William Henry Fox Talbot inventou o chamado "meio-tom" ou a retícula em 1860, como um método de dividir imagens de tom-contínuo em uma série de discretos pontos.

Este método (meio-tom) foi utilizado para reproduzir imagens fotográficas em todos os processos de impressão. Auguste Godchaux recebeu uma patente para uma impressora rotativa de rotogravura alimentada a bobina em 1860. Esta impressora estava ainda em uso em 1940! O processo foi refinado pelo alemão Karl Klíc (que está na imagem acima) e pelo inglês Samuel Fawcett.

Em 1879, Karl Klíc, era um pintor que vivia em Viena e aprimorou o método do chamado "intaglio" para permitir a gravação de sombras mais profundas de seus desenhos. Além disso, Klíc inventou uma técnica de transferir a imagem de um negativo, para uma chapa de cobre, através de um papel recoberto com gelatina pigmentada. Os resultados foram superiores e daí a rotogravura como a conhecemos, nasceu.

Ambos não tinham patente do processo e tentaram manter suas descobertas em segredo e vendiam o processo como "heliogravura" e também vendiam licenças para a utilização do tal processo de impressão para empresas bem conhecidas na época como T. & R. Annan and Sons, em Glasgow; Adolphe Braun and Company e na F. Brückmann Verlag empresa em Munique. Em 1886, porém, o processo tinha sido publicado em pormenores o que o tornou acessível a qualquer pessoa.

Até o final dos anos 1880, a rotogravura de Klic foi muitas vezes utilizado para ilustrar livros de alta qualidade, com fotografias tecnicamente e artisticamente muito superiores aos métodos tradicionais.

Seu processo permaneceu um segredo até que um de seus trabalhadores emigrou para os Estados Unidos e tornou público. A Reich-Wood Company da Inglaterra construiu a primeira rotogravura que foi instalada nos Estados Unidos pela Van Dyke Company of New York em 1903. Em 1913 o primeiro jornal americano The New York Times começou a ser impresso em rotogravura. O processo continuou a melhorar e a empresa Champlain Company (atualmente Bobst Group) fabricou duas impressoras com corte de cartão em linha para a Jell-O (gelatinas) no início de 1938 e o equipamento já incorporava o registro de cores eletrônico que foi inventado um ano antes. Esse novo conceito de acabamento em linha ganhou o prêmio no ano seguinte no All-American Packaging Competition Award.

O processo continuou a evoluir e em 1961 foi inventado pela companhia Hell a gravação eletromecânica com um diamante fazendo os alvéolos na superfície cilíndrica de cobre. Em 1966 foi inventado nos Estados Unidos o Eletro Assist, equipamento ligado ao rolo de pressão e que facilitava a saída da tinta de dentro dos alvéolos, algo muito útil especialmente para embalagens de cartão. Já em 1968 esse processo de gravação conhecido como Helioklischograph estava consolidado e os controles digitais foram acrescentados em 1983. Em 1995 a empresa MDC Max Daetwyler lançou a LaserStar, a primeira gravadora à laser.

Fonte:http://www.rotogravura.com/origem_da_rotogravura.html

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Da pedra ao Papel


A evolução da escrita


O homem lança seus primeiros registros...

Desde a pré-história, o homem sente necessidade de expressar seus pensamentos, bem como busca uma maneira de registrar seus conhecimentos de forma duradoura.

Nossos antepassados do período paleolítico deixaram registrados nas paredes rochosas das cavernas ou dos penhascos pinturas e desenhos de seres humanos e animais como o bisão, o mamute e o cavalo selvagem. Esses primeiros registros lineares introduziram no mundo o primeiro passo para a escrita.

O homem utilizou diversos materiais como suporte para registrar seus conhecimentos. Os antigos grupos humanos, acostumados ao emprego de pictogravuras, compreenderam a vantagem de associar símbolos a objetos ou idéias. Assim, esses desenhos tornaram-se, aos poucos, ideogramas e estes por sua vez, escrita fonética.

A escrita mais antiga de que se tem conhecimento é a cuneiforme, derivada da palavra “cuneu” e proveniente da Mesopotâmia. Para escrever, utilizavam-se placas de argila ainda moles, e, com um estilete, faziam-se marcas em forma de cunha. Após concluir a escrita, a placa era cozida até ficar tão dura como um tijolo.

E busca inspiração na natureza...

Os egípcios e todo o antigo mundo mediterrâneo usaram o papiro como suporte para a escrita durante uns cinqüenta séculos. Os mestres do ensino, os escribas, utilizavam-se largamente desse material, obtido a partir da planta “Cyperus papyrus”, que proliferava nas margens do rio Nilo.

A fragilidade do papiro e a proibição de sua exportação provocaram a descoberta de outros materiais. Não tardou para que surgisse o pergaminho, que começou a ser usado 500 anos antes de Cristo. Era fabricado a partir de peles de diversos animais, principalmente carneiros, bezerros e cabras.

O aparecimento do pergaminho trouxe um avanço significativo: as folhas podiam ser dobradas e costuradas, formando um códex, ancestral dos livros atuais e constituído de folhas sobrepostas e unidas umas às outras. Até hoje é considerado um material resistente, sendo, inclusive, utilizado em documentos oficiais.

Por meio de diversos suportes...

Antes do aparecimento do papel, os materiais têxteis também serviram a diversos povos. Os chineses usavam a seda; os egípcios e os antigos romanos, o linho. Os romanos também usaram placas de madeira ou marfim revestidas com uma camada de cera enegrecida. Com um instrumento de extremidade aguda, riscavam-se as letras fazendo-se marcas na cera. Algumas vezes, juntavam-se duas, três ou mais dessas placas para se fazer os protótipos das páginas dos livros.

Talvez o mais estranho de todos os materiais de escrita sejam as tiras de folhas de palmeira usadas em algumas partes da Índia, Birmânia e Sião. Nelas, a escrita também era feita com instrumento pontiagudo. As tiras eram ligadas por corda e formavam um leque.

As particularidades de cada material utilizado como suporte da escrita influenciaram profundamente na forma dos caracteres das letras: a maneira brusca de abrir a escrita cuneiforme na argila mole; as pinceladas largas e de gracioso sombreado dos antigos calígrafos egípcios e dos chineses e japoneses de hoje; o movimento fácil, fluente e corrente da pena na superfície macia do pergaminho ou do papel

E crava as primeiras letras...

Desde o início, os sistemas de escrita tendiam a se tornar fonéticos. Para a escrita ser verdadeiramente útil à humanidade era necessário que os sistemas complicados dos fonogramas se simplificassem. Por meio de um processo lento de evolução da antiga arte de escrever, surgem caracteres gravados que constituem o que chamamos hoje de alfabeto.

O alfabeto, tal como o conhecemos, veio da Grécia Antiga, onde foi levado pelos fenícios, que faziam exploração mercantil na região mediterrânea. Inicialmente as formas das letras modificavam-se de lugar para lugar e de tempos em tempos, até que a invenção da imprensa as fixou nas formas atuais.

A mais antiga inscrição fenícia conhecida mostra o alfabeto num estado já bem desenvolvido, o que dá a impressão de que já era usado há muito tempo.

O alfabeto fenício, quando foi introduzido na Grécia, era quase puramente consonântico. Os gregos acrescentaram caracteres, fazendo figurar sons e sinais vocálicos combinados aos pares, para formar os ditongos. O alfabeto grego introduzido na Itália se tornou o precursor do que utilizamos atualmente.

E faz do papel uma invenção única...

Os livros mais antigos eram impressos em pergaminho, mas foi o papel que deu impulso à tipografia. O papel como substituto do pergaminho começou a ser usado na Europa cerca de três séculos antes de se fundirem os primeiros tipos de metal.

A primeira referência sobre a sua fabricação data do ano 105 da era cristã: o funcionário imperial T'sai Lun apresentou a novidade ao imperador chinês Ho Ti.

Os chineses guardaram em segredo o processo de fabricação do papel, só revelando-o forçadamente aos conquistadores mongóis no século VIII. Esses conquistadores transmitiram o conhecimento aos persas, que, por sua vez, o repassaram aos árabes e, esses, aos espanhóis.

Ao ser introduzido na Europa por volta do séc. XII, encontrou diversos obstáculos: a demanda era baixa, pois o pergaminho produzido era satisfatório; a educação estava atrasada, poucos sabiam ler e devido a sua origem muçulmana, não teve a simpatia da Igreja. Somente com o aparecimento da imprensa no séc. XV, começou a ser utilizado em larga escala.

A história que então se inicia não é mais apenas a da escrita, mas a da tipografia.

Escreve livros de próprio punho...

Muitos livros foram laboriosamente copiados por escribas, os quais conservaram o que possuímos da história e da literatura da antiguidade.

Durante a chamada “idade das trevas”, os homens que preferiam a vida tranqüila do estudo refugiaram-se na Igreja e dedicaram-se à feitura de livros. Os conventos e outros lugares eclesiásticos chamaram a si a tarefa de fazer cópias de livros para enriquecimento das suas bibliotecas e para uso da comunidade. Os métodos dos escribas monásticos diferiam segundo a época e o lugar; mas, em geral, eram centralizados no scriptorium ou “escritório” do mosteiro.

Os textos primitivos eram simples, mas, quando a procura pelos livros aumentou, foi utilizada uma técnica para torná-los mais atraentes: a iluminura. No século XII, manuscritos inteiros eram caligrafados com ouro ou prata aplicados em folha brunida. As letras iniciais de novas frases eram maiores e floreadas, as margens eram decoradas com desenhos, e a primeira página do texto era também enriquecida com cercaduras floridas e coloridas.

Os manuscritos, assim como grande parte dos livros impressos no séc. XV, não faziam qualquer indicação sobre autor, produção, lugar ou data de edição.

Da China, surge os livros xilografados....

A invenção chinesa de tipos separados antecedeu as experiências de Gutenberg em mais de quatrocentos anos. O inventor foi Pi Shêng por volta do ano 1040 da era cristã. Os tipos eram feitos inicialmente de argila cozida, passando à madeira e por fim, ao bronze. Contudo, esses tipos móveis chineses ficaram restritos à impressão tabulária.

Nos livros de impressão tabulária, o impressor aplicava as folhas de papel sobre uma matriz de madeira entintada e encavada com imagens, textos ou ambos, obtendo assim, um grande número de cópias. Caso fosse necessária a correção do texto era preciso confeccionar nova matriz.

As primeiras xilogravuras aparecem num livro impresso em Roma, no ano de 1467. O objetivo era popularizar as histórias ou ensinamentos da Bíblia de maneira artística para que as pessoas que não soubessem ler tivessem acesso à doutrina cristã.

Até a chegada de Gutenberg

Embora no oriente se tivesse feito muita coisa no campo da impressão tabulária e da impressão com caracteres móveis, as invenções chinesas não tiveram qualquer influência na criação de tipos móveis na Europa, onde a descoberta da imprensa tipográfica abriu uma nova era na história intelectual da humanidade.

A verdadeira essência da invenção européia na tipografia surgiu em meados do séc. XV, época de transição e confusão. O método europeu de impressão consistiu em utilizar tipos móveis de metais, fundidos em matrizes, em quantidades desejadas e por um preço razoável.

O mérito da descoberta da tipografia é atribuído a Johann Gutenberg por volta do ano de 1450, mas é provável que ele já a tivesse descoberto antes do ano de 1448. A obra “A Bíblia de Gutenberg” é considerada o primeiro volume impresso da Europa.

A introdução da tipografia no Brasil foi tardia, devido ao temor das autoridades portuguesas sobre os efeitos políticos de tal inovação técnica. Somente com a chegada da família real é que a tipografia se radicou de vez no Brasil, com a Impressão Régia na cidade do Rio de Janeiro, conforme o diploma de 13 de maio de 1808, assinado pelo príncipe regente.

Fonte:http://www.fespsp.org.br/dapedraaopapel/historia.html